
Seguindo a linha de raciocionio da Estação Graça para 2010, em busca do QUE QUEREMOS para nós como individuo e corpo de Cristo, e principalmente o QUE DEUS quer de nós a respeito dos mesmo, trago essa reflexão. LEMBRO da importância da sua leitura até o final com atenção, coração aberto e comentário postado no final do mesmo!
Bom...Escrevia Karl Marx, no seu "Capital": "Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável".
Muitos questionam que a referida frase tenha sido dita por Marx, mas a questão é:
O que podemos fazer diante dessa crise, dessa nova convulsão econômica mundial que bate à porta de cada indivíduo?
Creio que algumas regras extraídas do Livro da sabedoria - As Escrituras - poderão ser de grande valia (se aplicadas com o verdadeiro empenho, diria Marx, "mais valia" - rs).
Que me perdoem LEO HIP HOP e JOELMA, que entedem mais sobre MARKETING, suas Estruturas, estrátegias...E pussuem mais propriedade no assunto do que EU! Mas, vou tentar ilustrar com algumas DICAS que aprendi e quero compartilhar, pois estamos passivéis, inclusive nós, Estação Graça, sussétivéis a tal erro, COMUM e COMPREENSIVEL!
1. Não crie necessidades! Quando cursei o curso Educação Física, fiquei fascinado com a Disciplina de "Marketing Esportivo", que na verdade, facilmente pode ser aplicado em qualquer setor do conhecimento, como tentarei explanar agora! Impressionava-me, com aquela habilidade dos psicólogos e "marketeiros " (perdão tecnólogos em marketing), de engendrar técnicas, estimular, despertar nas pessoas (consumidores) o desejo de possuir algum bem.
Sofisticados recursos tecnológicos e hábeis estudos - coisas pesquisadas e entretecidas em laboratórios - são parte do poderoso arsenal utilizado, para "satisfazer ou despertar" em nós o desejo de adquirir alguma coisa.
Atrativos olfativos, visuais, táteis ou sonoros, são desenvolvidos e empregados por meio de sons, cores, textura, forma ou disposição, como verdadeiras " iscas" ou "estimulantes do apetite de consumo"!
Qual o remédio das Escrituras? Diz-nos Paulo: " Tendo o que comer e com que nos vestir, estejamos contentes".
Contentamento é portanto, o antídoto eficaz contra o vírus do desejo desenfreado de consumir.
Porque trocar de celular se o seu cumpre bem as funções das quais necessita? Para que trocar sua TV convencional por uma de tela plana, se ela ainda está cumprindo bem seu papel? É conveniente trocar de automóvel se o que possui está em perfeito funcionamento? Comprar uma casa maior se a que possui é funcional e ajusta-se às suas necessidades?
2. Procure desvencilhar-se da mentalidade de rebanho! Para tanto, é imperioso que você tenha personalidade própria, independência no pensar: isto implica em "ser verdadeiramente livre"! Usar "essa ou aquela marca", consumir esse ou aquele produto, simplesmente para sentir-se enturmado, aceito, admirado ou em linha com um grupo, é atitude de quem não possui opinião própria e autonomia - e uma porcentagem bem pequena da humanidade alcançou esse status - isto é, entender que a questão não está em "ter ou não ter"!
Abraham Maslow, famoso psicólogo americano, trouxe à lume de forma estruturada, a "Teoria da Hierarquia de Necessidades", e dentre elas, temos quase no topo da pirâmide, aquela necessidade relacionada a pertencer a grupos, ter apreciação das outras pessoas, ser estimados, admirados, etc.
Caso isso se exacerbe, se foge do controle esse desejo de reconhecimento, podemos tornar-nos escravos da opinião alheia, desfigurar nossa personalidade, perdendo nossa essência, dissolvendo-nos na multidão sem rosto, assumindo uma realidade de vida que não é a nossa.
Jesus disse: Conhecereis a Verdade e ela vos libertará "! Descubra sua verdade, o que faz sentido para você, eleja seus valores e viva sua experiência: jamais, se renda à mentalidade de grupos ou pessoas, sacrificando suas razões pessoais de vida!
3. Invista mais nos valores imateriais! Aplique na bolsa de valores emocionais, psicológicos e espirituais. Lembre-se das palavras de Jesus: "Não andeis ansiosos por coisa alguma", " não ajunteis tesouros sobre a terra", " a vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui".
O estilo de vida Cristão, deveria ser - e se devidamente reconhecido e praticado é - o antídoto para a ganância desmedida, o egoísmo, a luxúria desenfreada na qual vive imersa essa sociedade hedonista.
Mas, é lógico que - como diria Marx - "os donos do capital", tinham de investir pesado contra a mentalidade genuinamente evangélica, do desprendimento, da renuncia aos bens materiais, do comedimento e da frugalidade.
Foi assim que os redutos Cristãos foram atacados e estão a ser devorados pela lógica capitalista, e os líderes incentivam as pessoas a "terem sim tesouros na terra"!
Não é sem razão, que a advertência à Igreja de Laodicéia, veio no Apocalipse: "Aconselho-te que de mim compres ouro puro, vestes brancas e colírio afim de que vejas a tua miséria".
Porque o "ouro divino é de outra natureza"!
Caso a humanidade converta-se ao SER, é provável que desde já compreendamos o que o vidente João quis dizer quando se referiu àquelas "Ruas de Ouro" na cidade santa: o ouro que aqui está na cabeça, lá estará debaixo dos pés! Que inversão!
Se por acaso -(ainda tenho esperança que haja essa reviravolta cíclica) - a raça humana conseguir reviver o prazer do belo interior, do culto à beleza do pensar e do sentir, levando a uma ruptura com toda essa mentalidade voltada para a aparência externa, ai sim, estaremos quebrando o ciclo maldito imposto pelo capitalismo selvagem.
Jesus é a resposta! Desde que libertemos a mensagem libertadora...
Não estou propondo a negação do corpo, a negação dos bens desta vida, mas estou tentando provocar em meus ouvintes e leitores, o desejo de viver em equilíbrio: o "apolíneo e o dionisíaco" podem encontrar um ponto de harmonia.
- O Verbo se fez carne!
4. Defina para si mesmo qual seu ideal de sucesso e felicidade.
É bem difícil explicar para alguém o sabor de algum alimento que a pessoa nunca provou.
Algumas coisas como "gosto", são extremamente pessoais, algumas sensações são intransferíveis!
Não aceite a idéia, resista à tentativa de pessoas que insistem em lhe dizer o que é sucesso, o que é ser feliz, e o que lhe fará sentir-se realizado.
Uma abelha está tão bem alimentada sugando o néctar de uma flor (realizada em sua função existencial) quanto um elefante comendo toneladas de verdura.
Não se deixe envolver pela "sedução das serpentes", de que só terá felicidade se "for como Deus"!
Pois se Adão quis ser humanamente divino, Deus mostrou para nós o que é ser divinamente humano!
Se conquistar isso ou aquilo, possuir essa ou aquela coisa faz sentido para você, vá em frente, corra atrás de seus sonhos.
Mas se está acompanhando o estouro da boiada, sem perceber um objetivo claro, que faça sentido pra você mesmo, sobre o "porque" está correndo, é melhor parar - ainda que corra o risco de ser atropelado - para redefinir suas metas, construir sua história, redescobrir o seu próprio sentido de vida.
Fácil? Eu posso assegurar que não, porque estou a cada momento redesenhando meu perfil, tentando descobrir o que é meu, e o que me foi imposto ainda que de forma inconsciente.
Medo? Enorme! Encanta-me quanto imagino-me visitando Nova York (chique heim?!)... a quinta avenida (Junto com a Sheila Lima Bijoux em São Paulo)...a "Times Square"...,ou movimentada avenida 24 de Outubro em Campinas mesmo, aqui em Goiânia no Brasil. Mas fico imaginando uma criancinha assustada, se precisar por um momento só, largar a mão da mãe ou do pai, e atravessar aquele oceano de gente e automóveis.
Mas chega o tempo (não para todos infelizmente) em que precisamos largar a mão de nossos mentores e caminhar em direção ao nosso sonho.
Preciso fugir da tentação de agir com a mentalidade de rebanho, ou jamais viverei plenamente, minha vocação como individuo.
Serei tudo ou qualquer coisa, menos eu mesmo, se não puder raciocinar com minha própria cabeça, ver o mundo com meus olhos e definir qual meu argumento de vida,
No momento, tenho a sensação de que ser feliz e ter sucesso, não se relaciona tanto com as coisas que me cercam ou o mundo que me rodeia, mas com a maneira como me relaciono com elas.
Já desisti faz muito tempo, da pretensão arrogante de ter a fórmula ou definir dogmaticamente para as pessoas a maneira como penso que serão felizes.
Ontem me senti em estado de graça, simplesmente ao pensar nas pessoas que amo, e ao sentir-me amado por elas.
Estou fazendo o melhor que posso com minha vida, e reconheço que nem sempre consigo. Mas a certeza de que estou tentando, a motivação que vai me animando, me dão a tranqüila sensação de que esse é meu caminho.
Um abraço e sucesso!
Prof.Johnathan Charllys de Oliveira
JUAG_Jovens com Unção, Amor e Graça
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