Já Acreditar é dar crédito, é confiar. Qualquer um pode acreditar no que quiser. Alguns crêem em Buda, outros em São Jorge, outros em Kardec, outros, ainda, em Lula, Maradona, Fidel Castro, Lenin. Conheço pais que acreditam nos filhos, mulheres que acreditam em seus maridos. Conheço até cristãos que acreditam em Deus, dão crédito a Ele, confiam no seu poder para salvar, curar, abrir portas de emprego, ajudar a passar no concurso público, providenciar vaga em estacionamento lotado etc.
Mas e a fé? O que é a fé, onde podemos encontrá-la, como ela surge? E o mais importante, a fé faz alguma diferença? Só consigo encontrar respostas confiáveis na Bíblia (que embora escrita por homens contém princípios impregnados do divino).
O autor de Hebreus é simples e objetivo ao afirmar que fé é certeza (11.1). Certeza do que se espera, do que ainda não se vê. E essa fé só pode ser encontrada dentro do homem, ela é uma característica humana. Contudo, para que ela surja em nós há um caminho: ouvir uma palavra de Deus, pois a fé vem pelo ouvir, ouvir a palavra de Deus, como Paulo afirmou em sua carta aos romanos (10.17). E como ela faz diferença... O mesmo Paulo afirma, parafraseando o profeta Habacuque, que o justo viverá pela fé. Na vida do cristão a fé, que é gerada nele por uma palavra de Deus, consiste no fundamento de sua vida.
Todos podem crer no que quiser, mas não devem se esquecer de que crer é subjetivo, instável, afinal, não é porque cremos no melhor amigo, na carreira que escolhemos, no político que elegemos que tudo vai sair do jeito que planejamos. Contudo, o justo foi chamado para ter fé, foi chamado para ter certeza do que se espera.
Portanto, se qualquer justo deseja viver uma vida fundamentada na fé, que busque uma palavra de Deus para os diversos aspectos de sua vida: família, carreira profissional, ministério, finanças, amizades e amores. Essa busca exige apenas uma coisa: disposição para calar as vozes do seu interior e as vozes do mundo, pois enquanto falamos o Senhor escuta, quando calamos o Senhor nos fala.
